quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Palavra do Fundador

  

 “Os justos resplandecerão como o sol”

Palavra da Liturgia – Mt 13, 24-43

O Reino de Deus, uma realidade concreta e não abstrata, exige de cada um de nós a disposição de enxergá-lo e acolhê-lo com amor. 

A Palavra deste final de semana nos conscientiza que apesar de ser bom, O Reino de Deus pode sofrer resistências, deixando claro que independente disso, o Reino acontecerá por pura gratuidade de Deus e que para resistir aos inimigos é preciso apenas perseverar e deixar que Deus tome conta.

Jesus conta a parábola do joio que relata a resistência daqueles que se opõe ao Reino de Deus. Pede que deixe o joio e o trigo crescerem juntos e serem julgados por Deus, já que só Ele é Justo o suficiente. Mostra o grande respeito que Deus tem pela liberdade das pessoas, além de iluminar a questão que colocamos muitas vezes: Por que é que Deus permite que aja a imperfeição, o mal, o pecado, mesmos nas comunidades mais perfeitas? Para que aja maturidade e crescimento é preciso a convivência entre o bem e o mal.

No coração de cada pessoa existe uma semente do bem e do mal. É preciso descobrir e cultivar a semente boa que existe em cada um valorizando cada ser, para isso é preciso paciência e confiança no ser humano. Dar tempo para conversão do outro que está no seio da comunidade. A transformação não acontece de fora para dentro e sim de dentro para fora, pela ação do Espírito Santo. Portanto, quem é joio e quem é trigo? Há joio se achando trigo e trigo acusado de joio. Jesus alerta para não arrancar o joio, pois poderá atingir também o trigo.

Em outras palavras, Jesus nos dá a tranquilidade que tudo está nas mãos do Pai e que não cabe a nós a tarefa de fazer com que o Reino dê certo. O Reino já deu certo. O que pode acontecer é o homem, através do seu livre arbítrio, atrapalhar o Reino. O semeador é Jesus e os ceifadores são os anjos e nós as sementes, portanto basta não atrapalharmos o Reino acontecer que tudo dará certo. Jesus insiste em dizer que o Reino dos Céus não é algo complicado de acontecer. Compara este Reino a um grão de mostarda, a menor das sementes, que quando cresce se torna a maior das árvores. Assim é o Reino dos Céus, não é feito de grandes estruturas e sim de grande amor. O Reino dos Céus é acolhedor, seus galhos acolhem todas as espécies, não faz distinção de pessoas e é um lugar agradável para fazer nossos ninhos e repousar. O Reino acontece no coração de cada um. Na essência somos sementes boas. O religioso mal e que se acha bom, costuma atrapalhar o Reino de Deus acontecer na vida de todas as pessoas quando discriminadamente trata o trigo como joio e com isso afasta da sua essência que é ser bom.

Jesus disse que assim como uma semente de mostarda transforma-se em uma grande árvore, um pouco de fermento leveda toda a massa. Ao dizer isso, Jesus lembra que construir o Reino dos Céus não é através de grandes coisas e enormes esforços, assim como o fermento, somos chamados a oferecer nossa miséria para Deus fazer sua graça acontecer em nossas vidas e nas vidas dos nossos irmãos. O amor é para o mundo o que o fermento é para a massa.

Portanto, meu irmão e irmã não se preocupem em fazer as coisas acontecerem com suas forças. Não se arrogue achando que é o dono da obra. Deus é o Senhor da Obra. Não tome o lugar de Deus no Reino que a todos pertencem.

O que Deus espera de você é que seja justo. Se todo homem e mulher forem justos, o Reino dos Céus acontecerá para todas e todos e não só para um grupo pequeno de “escolhidos”, privilegiados e injustos. Mas, mesmo que os injustos não façam sua parte, você será como o sol que ilumina e resplandece, porque Deus fará sua parte. Não permite que as pessoas ceifem o amor de Deus em sua vida, este poder pertence a Deus que não faz distinção de pessoas.

Triste é o joio que desde o início é um derrotado e tristes são todos aqueles que como o joio lutam contra o Reino de Deus aqui e agora, sendo injustos. Estes se apagarão e chorarão amargamente por perseguirem e maltratarem os pequeninos de Deus.

Que Deus nos ilumine para que o mal não nos convença e para que o bem cresça em nossos corações como um grão de mostarda. O mal só existe quando o bem se omite. Pode existir pecado maior do que a omissão?

Que nossas comunidades sejam menos massa e mais fermento. Menos palavras e mais ações. Menos aparências e mais acolhimentos. Menos condenações e mais misericórdia. Menos prisão e mais libertação. Menos regras e mais graças. Pois, o que existe de “menos” (grão de mostarda e fermento) hoje é o “mais” que está faltando para que o Reino de Deus aconteça de verdade.

Deus não precisa de heróis, de pessoas iluministas, de protetores e justiceiros espirituais. Os pobres e pequeninos precisam de justiça e amor. Quer defender Deus? Faça justiça aos pobres e pequenos. 

Seja pequeno como o grão de mostarda ou insignificante quanto à quantidade de fermento para que Deus cresça e você diminua. Assim como a lua que humildemente deixa a luz do sol refletir nela, permita que no palco da sua vida, Deus brilhe.

Disse Jesus: “Os justos resplandecerão como o sol”.

Pouca luz basta para fazer a diferença na escuridão.
   
Gilber†o Ângelo Begia†o
www.grupoacolher.com.br

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