quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Palavra do Fundador

  


“Fazei penitência e crede no evangelho”! 

Palavra da Liturgia – Marcos 1, 12-15
Entramos no Tempo da Quaresma, tempo de reflexão, arrependimento e conversão.

Na quaresma somos todos chamados pelo Espírito para o deserto, para um confronto conosco mesmo, com Deus, com o próximo e os bens temporais. Somos chamados a despirmos do homem velho e transformarmos no homem novo, revestirmos de Deus.

O batismo nos traz esta perspectiva!
Tempo favorável para enfrentar com a ajuda da oração, do jejum e a esmola o demônio e as feras que nos cercam. Resistir às tentações que se apresentam agradáveis em todos os sentidos: o ter, o ser e o poder como senhores da vida!
Mas não estaremos a sós neste deserto, pois Deus está conosco e os seus anjos nos servirão com a proteção necessária para enfrentar com coragem a mudança interior que nos levará a crer e confiar ainda mais em Deus. A fé é oposição ao apego, inclusive o da crendice, e também um dom que nos coloca no comando da vida; com a fé as escolhas são nossas.  Quando não enfrentamos nossos erros, colocamos nossa vida em constante batalha, cujo perdedor será nós mesmos.
Nesta quaresma Deus quer deixar bem claro que o Reino de Deus está bem próximo e este deve ser vivenciado com fé e amor a quem mais precisa. Se o Reino está próximo, ele deve ser vivido hoje.
Acolher o evangelho como fonte que nos direciona para uma verdadeira conversão.
Qual deve ser então minha atitude para acolher adequadamente o evangelho?

A prática da virtude da Penitência! Esta virtude nos ensina a carregar a cruz do dia-a-dia com alegria e aceitação, o que é diferente de estar conformado. A resignação diante da cruz é acima de tudo reagir com esperança na certeza de que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. A virtude da penitência deve ser vista como atitude interior de todo o nosso ser para nos converter e assumir com verdade o evangelho de Jesus como norma de vida. 
É uma virtude cristã fundamental para o crescimento interior e que integra toda a nossa vida espiritual, nos oferece sem dúvida elementos para podermos compreender melhor a superação do pecado, a nossa aliança com Deus, a nossa fidelidade e amor ao Senhor e ao próximo. Consiste na renúncia consciente em vista de um bem! A Penitência é um reparo daquilo que não nos faz bem.
Esta penitência tem um nome em grego: “metanoia”. Esta palavra significa mudança de pensamento, do modo de contemplar as coisas, revestir-se de um pensamento novo que é o pensamento de Cristo. Não pensar mais como o mundo, mas sim com a palavra de Deus.
A virtude da penitência deve ser adquirida com muito esforço e persistência. Resistir ao mal também é aceitar a cruz, eis uma sabedoria que nos ajuda a superar a dor: quanto mais resistimos a cruz mais pesada ela fica, quando aceitamos a cruz ela se torna leve e eu forte para enfrentar outras cruzes da vida. 
O Concilio de Trento quando se refere à Penitência diz: “É dor interior, aborrecimento do pecado cometido, com o propósito de não voltar a pecar”.
Nesta quaresma temos duas propostas de Jesus em confronto com as propostas do inimigo: Penitência e compromisso de não pecar mais. A melhor forma de preparar um bom futuro, não é viver arrependido do passado e sim decidir firmemente viver hoje a santidade! Liberdade é poder dizer não àquilo que não me faz bem.
Por isso a voz de Jesus clama em prol da nossa felicidade:

“Fazei penitência e crede no evangelho”!

Gilber†o Ângelo Begia†o
http://mensagemacolher.blogspot.com.br/

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