quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Palavra do Fundador

  

      

 

“Ovelhas que não têm pastor”

Palavra da Liturgia – Marcos 6, 30 – 34 
            
Celebremos o grande amor de Deus pelas suas ovelhas. Um Deus apaixonado e movido de compaixão!
            
A Palavra relata o comportamento dos discípulos que após terem recebido o envio de Jesus para missão de evangelizar, vieram após um dia bem cheio, relatar a Jesus o que haviam feito e ensinado.
            
Jesus nota o cansaço dos discípulos que nem tiveram tempo para comer, pois eram muitos os que vinham e iam diante deles. Jesus os convidou a se retirarem em algum lugar no deserto para descansar um pouco e recobrar as forças. O deserto representa um lugar ideal para reflexão e descanso em Deus. Este momento de retiro é importante para que o evangelizador não perca a espiritualidade da caminhada agindo de forma estritamente humana. Ninguém oferece o que não tem. Todo evangelizador precisa deste momento de deserto! Quando Deus quer restaurar uma pessoa sempre a leva para o deserto. No deserto descubro que uma “fé conveniente” não é Fé, é fuga e, portanto jamais será um encontro. O deserto é um lugar de encontro consigo e com Deus. Ao encontrar-se com Deus descubro minha própria essência. Sendo este encontro verdadeiro eu descubro o quanto o outro faz parte de mim e o quanto eu sou responsável pelo outro, que Deus se faz presente no outro também, em especial nos que mais sofrem. Então o deserto se torna uma passagem e não moradia, uma passagem para libertação. Descubro que religião sem solidariedade é um fracasso anunciado. No deserto meu Oásis é Deus. Lá eu não planto, apenas colho sua presença e a levo para os outros. No deserto com Deus eu descanso no amor e este descanso me faz levantar com mais força e fé.

Foi o que aconteceu com os discípulos, o povo com muita sede e necessidade das graças de Deus descobriram onde foram e a pé chegaram primeiro que eles. Há muita gente ainda hoje com sede e fome de Deus!
            
Então a Palavra relata para nossa alegria o acolhimento de Jesus ao ver aquela multidão os esperando:
            
“Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas”.
            
O termo «compaixão» deriva de duas palavras latinas: «cum» e «patire». «Cum» significa «com» e «patire» designa «sofrer», daí que, pela etimologia da palavra, poderemos dizer que a compaixão é a capacidade que uma pessoa tem de sofrer com outra. Ter compaixão significa compartilhar o sofrimento dos outros, é não ser indiferente ao sofrimento alheio. A compaixão não deve ser confundida com dó (lamento) ou empatia (conhecimento da dor). Esses são sentimentos passivos que não nos levam ao envolvimento com o sofrimento dos outros. A pena e a empatia que sentimos pelos outros colocam-nos numa situação elevada em relação aos outros, olhamo-los de cima para baixo, e isso diferencia-nos e separa-nos deles, e não nos envolve no alívio do seu sofrimento. A compaixão, pelo contrário, significa o desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outra pessoa, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem. A compaixão caracteriza-se, assim, pela ação através da qual a pessoa compassiva procura ajudar aqueles pelos quais se compadece. É um sentir-se semelhante ao outro! A compaixão nos leva à solidadriedade. Por isso jesus se fez pobre como os pobres.

O mundo precisa de pastores e líderes como Jesus, que pastoreie onde o povo está, de forma preferencial a quem mais precisa de uma palavra de fé, de justiça e amor. Líderes que se preocupem com a vida humana mais do que com as estruturas que o rodeia ou o status da sua missão ou posição. Pastores que não sejam indiferentes ao sofrimentos do povo e que como Cristo sofra junto ou por eles.

Neste Domingo na celebração eucarística permitimo-nos retirar por um pouco e reabastecer-se na comunhão com Cristo, o Bom Pastor e que esta comunhão nos leve à compaixão, a um profundo desejo de aliviar o sofrimento do outro e um forte desejo de vê-lo feliz. Sendo assim serei como Jesus que sendo pobre se fez rico em solidariedade e amor ao outro.


www.grupoacolher.com.br             

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