sábado, 30 de junho de 2018

Palavra do Fundador

  

“Minhas Palavras não passarão”
Palavra da Liturgia – Mc 13, 24 – 32

Estamos nos aproximando do tempo do Advento e esta liturgia do Tempo Comum nos leva a uma perspectiva escatológica da vida cristã bem no estilo apocalíptico para nos remeter à mensagem que a vida é ligeira e passageira. O estilo apocalíptico é um gênero literário (maneira de escrever) que floresceu entre os anos 200 A.C. e 100 D.C. O escritor faz uso da sua fantasia de maneira exuberante. Para impressionar, sempre fala em catástrofes que acontecem na natureza.

Primeiramente Jesus se refere a sua volta triunfante: a Parusia! O Filho do Homem voltará sobre as nuvens com grande poder e glória! Ele não virá mais com sua fragilidade “Filho do Homem” e sim com seu triunfalismo “poder e glória”, como um Juiz! A Palavra diz que o Filho do Homem está próximo, às portas. Que devemos notar sua proximidade assim como notamos a figueira, quando estão tenras e as folhagens brotando significa a chegada do verão. Assim também a chegada do Filho do Homem virá acompanhada de sinais: “os sinais cósmicos como o sol que escurecerá, a lua que não dará seu resplendor, astros que cairão do céu e as forças que estão no céu serão abaladas”.

A segunda vinda de Jesus é tratada com grande solenidade, para intensificar a nossa vigilância, incentivar o nosso desapego e a prática das boas obras. Portanto não devemos nos preocupar, pois Ele reunirá seus escolhidos de todas as extremidades. Mas quando isso acontecerá?  Jesus diz que ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem mesmo o Filho, mas somente o Pai. Os primeiros cristãos equivocadamente acreditavam que esta volta seria iminente. De certa forma tinham razão, pois a vida realmente é breve. Na verdade a vida tem o tempo certo de se viver, este tempo se chama hoje. Hoje devo viver o amor como se o amanhã não existisse.

Portanto não criemos um clima de desespero e adivinhação e sim de confiança absoluta: a certeza que a palavra de Deus se realizará sempre. Por isso Jesus disse:

“Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.”

A melhor forma de esperar O Filho do Homem é vivendo o amor que nos dará tranquilidade e coragem para não temer nenhum sinal. Assim como o rio que através de suas águas tranquilizantes procura o tempo todo o mar (apesar de ilusoriamente parecer estar parado), assim nossa vida não sossega até encontrar-se com a eternidade. É só deixar fluir esta água para seu objetivo maior que acabará com certeza desaguando no infinito oceano do Amor.

Quem ama não teme! Quem ama deseja ardentemente encontrar-se com o Amado! Quem ama viverá cada dia intensamente! Quem ama eterniza a vida. O amor na sua busca incansável só descansará na sua origem: a eternidade.

Vem Senhor Jesus!

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