quinta-feira, 31 de maio de 2018

Dúvidas e Respostas


Procedimento da Cúria Diocesana no acompanhamento e busca de alguma forma de reconhecimento da parte da autoridade eclesiástica.

1.      Apresentação dos dados de identificação do grupo nascente:

a.      Nome;

Comunidade Acolhimento Bom Pastor

b.      Endereço Completo;

Estrada Municipal do Varjão, 1641 Jundiaí SP Cep 13212-530

c.       Número de telefone;

(11) 4582-4163

d.      E-mail;


e.       Responsáveis;

Gilberto Ângelo Begiato

f.       Números de membros;

55 membros

g.      Carisma;

Nosso carisma é o Acolhimento e se baseia na tríplice dimensão:
Acolher é evangelizar
Acolher é amar
Acolher é formar

h.      Espiritualidade;

Acolher é evangelizar

Cristo, Rei do Universo

·         Missão Universal

Somos chamados a pregar o Reino de Deus a toda criatura conforme nos relata o evangelista São Marcos 16,12-18, pois nosso Deus é Rei do Universo. Também somos chamados principalmente a testemunhar Jesus Cristo na vida profissional, em família e por onde andarmos. O Pão Eucarístico, da Palavra, da oração, da alegria, do sofrimento, da amizade e da boa informação, serão o sustentáculo e o sustento desta nossa missão. Só assim seremos alimento para os outros.

·         Humildade

Devemos ser humildes como Cristo foi, pois Cristo venceu guiado pela humildade e obediência conforme nos relata a Carta aos Filipenses 2,1-11. Cristo deve ser o Senhor de nossas vidas. Maria é nosso modelo de humildade e nos consagramos a ela. A oração do terço diário passa a ser um símbolo de humildade em nossas orações, bem como o silêncio de Maria (no Tempo Quaresmal, silenciamos nossas missões externas, vivendo um tempo de reflexão), O Pai-Nosso e as três Ave-marias iniciais do terço serão oferecidos sempre para Comunidade, lembrando a Santíssima Trindade, a Comunidade perfeita. Vivemos nossa missão com íntima união com Maria, Mãe do Salvador, sob o título do Imaculado Coração de Maria.

·         Confiança absoluta

Devemos viver e subsistir na total dependência de Deus, confiando que Ele nos dará o necessário para vivermos conforme nos relata o evangelista São Mateus no capítulo 6,24-34 e o Salmo 19. A oração comunitária e pessoal são os meios mais eficazes para aumentar em nós a confiança em Deus. Todos os filhos da Comunidade deverão rezar as Laudes, Vésperas e Completas, cientes de que “... é a voz da Igreja, ou de todo o Corpo Místico que louva a Deus publicamente...” (Sacrosanctum Concilium 99). A todo instante devemos perguntar a Deus: “O que queres que eu faça?”, assim estará nosso abandono e confiança absoluta no Deus que nos chamou e cujo projeto é Seu. Somos chamados também a confiar no outro, pois sem uma confiança recíproca não pode haver comunidade. Para que haja confiança devemos promover uma transparente abertura entre os membros da Comunidade através de correções fraternas. Nossa subsistência dependerá das contribuições que recebermos e do dízimo dos membros. Os que doarem a oferta deverão fazer de forma humilde e discreta a fim de que ninguém saiba o quanto foi oferecido e para não exigir nenhuma atenção especial pela contribuição oferecida à Comunidade, pois o amor e doação de cada um não se baseiam em valores humanos e financeiros, mas sim em doação intensa de amor conforme nos relata o evangelista Lucas 21,1-4. A Comunidade viverá da Providência de Deus, do dízimo e da generosidade dos irmãos e, também, do trabalho de suas mãos. Deus não falha, conforme Romanos 8, 28 a 39. Experimentarão as mãos pródigas e ricas de Deus, que abençoará seus trabalhos cumulando-os de dons conforme Salmo 22.

Acolher é amar

Sagrado Coração de Jesus.

·         Amor de Deus

Devemos jamais duvidar de que Deus nos ama e nos escolheu para sermos seus filhos amados conforme relata I Jo 3,1. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma característica predominante em nossa caminhada, expressaremos esta devoção participando fielmente, toda primeira sexta-feira do mês, da Eucaristia, renovando nossa missão comunitária, lembrando o quanto Deus nos ama. Aproximemo-nos do Coração de Jesus para sermos consolados conforme relata o evangelista Mateus 11,28-30. No Coração do Rei será a nossa sede e para lá levaremos os que se aproximam.

·         Amor a Deus

Devemos procurar com todas as nossas forças demonstrar nosso amor a Deus acima de qualquer coisa conforme relata o evangelista Mateus 22,34-38. Nossos trabalhos serão expressões de doação e amor a Deus. Devemos viver a santidade, pedindo a ajuda do Espírito Santo. Tudo o que fizermos ou cuja obrigação nos foi proposta a fazer, devemos realizar por amor e com responsabilidade, conforme está escrito na Sagrada Escritura pela boca do profeta Jeremias 48,10a.

·         Amor ao próximo

Devemos viver o amor de forma concreta amando o nosso próximo como a si mesmo, conforme relata o evangelista Mateus 22,39-40. O amor ao próximo no leva ao desejo de viver em comunidade e a partir desta missão dar exemplos e testemunhos à sociedade em que vivemos. Na Comunidade nossa prioridade é amar o irmão e não ser amado conforme Rm 13,8. “A pessoa é o primeiro caminho, e o caminho fundamental da Igreja” (João Paulo II – Encíclica Redemptor Hominis, nº 14). O perdão e a reconciliação deverão ser as fontes primeiras para mantermos nossa vida comunitária, portanto perdoar sempre conforme nos relata o evangelista Mateus 18,21-22. “Nossa primeira missão é o amor.”
“Vi que não os amava como o bom Deus os ama. Ah! Agora compreendo que a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, não se espantar com suas fraquezas, tirar proveito dos menores atos virtuosos que os vemos praticarem” (Santa Teresinha do Menino Jesus, Manuscritos autobiográficos. Col. Livre de Vie, p.257).

Acolher é formar

Bom Pastor.

·         Obediência

Devemos estar em profunda comunhão e obediência com o Magistério da Igreja na pessoa do Bispo, nosso Pastor, com nosso Diretor Espiritual, bem como em obediência à autoridade constituída da Comunidade Bom Pastor que apresenta estrutura e coordenação própria e toda autoridade constituída conforme a carta aos Romanos 13,1-7. Nossa obediência também se dá ao nos deixarmos ser conduzidos e inspirados pelo Espírito Santo procurando fazer a vontade de Deus. A unidade deve ser preservada e desejada ardentemente em nossos corações como princípio vital para a sobrevivência da Comunidade. Somos uma Comunidade reunida em torno de uma única missão acolher em Cristo toda criação. Todos são chamados a participar do mesmo espírito e carisma da fundação. Apesar de termos vida própria, devemos viver a unidade e obediência.


·         Formação

Devemos estar em contínua formação e preparando novos membros o tempo todo de nossas vidas, acreditando que nunca sabemos tudo e que sempre há algo a aprender. A Sagrada Escritura, a Doutrina de nossa Igreja (Magistério) e a Tradição são fontes de nossa formação. O outro é, também, uma fonte de formação, pois com o nosso próximo nos completamos em Jesus Cristo, portanto devemos viver e aceitar as diferenças entre nós. A conversão constante nos leva a formação, somos chamados a renovar-nos dia-a-dia. A Eucaristia e o Sacramento de Reconciliação são condições de uma boa formação.
Nossa missão é também estar disponível e preparado para levarmos a formação a quem precisa e deseja.

·         Excluídos e Marginalizados

Devemos levar Cristo Pastor aos nossos irmãos excluídos e marginalizados da sociedade, colaborando para que todos tenham vida e vida em abundância conforme relata o evangelista São João capítulo 10. A Doutrina Social da Igreja será uma das nossas fonte de informação e formação.

i.        Missão;

“Fiéis são os que, incorporados a Cristo pelo batismo, foram constituídos como Povo de Deus e assim, feitos participantes, a seu modo, de múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo, são chamados a exercer, segundo a condição própria de cada um, a missão que Deus confiou à Igreja para realizar no mundo”. (Código de Direito Canônico; Cân. 204,1).

Membro da Comunidade Bom Pastor, é aquele cristão que, animado pelo carisma da fundação, assume um compromisso efetivo com a missão da Comunidade, professa publicamente a fé católica em comunhão plena com a doutrina católica no cumprimento do mandato de Cristo, sempre em sintonia com o Magistério Oficial da Igreja.

A finalidade principal da Comunidade Bom Pastor é acolher preferencialmente os excluídos, pois quando um filho que estava perdido encontra novamente com o Pai, ele impulsionado pela gratidão, acaba produzindo muitos frutos, não mede as conseqüências, pois “estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado” conforme Lucas Capítulo 15.

Queremos viver esta experiência de Deus em comunidade, para tanto pedimos ao Senhor que nos ensine esta experiência vivendo a caridade fraternal entre nós conforme a carta aos Romanos 12, 9 – 21 e Atos dos Apóstolos 2, 42 a 47.

j.        Objetivos específicos;

Na Comunidade Bom Pastor, seus integrantes deixar-se-ão guiar pelo Divino Espírito Santo, para experimentarem em suas vidas a união de Cristo com a Igreja, no máximo respeito aos direitos naturais do (a) cônjuge e dos filhos. Viverão na própria habitação ou nas casas da Comunidade e compartilharão com a Comunidade através da doação radical ao Evangelho de Cristo com profundo empenho na vida missionária e em unidade com a Coordenação da Comunidade.

O compromisso do membro com a Comunidade deverá ser renovado a cada ano, sendo convidado a um tempo de reflexão distante da Comunidade quando este membro estiver em desobediência a esta Constituição ou a autoridade legítima da Comunidade. Esta decisão deverá ser tomada sempre pela Coordenação.

O compromisso anual para com a Comunidade deverá ser realizado pelos membros fazendo-se uma vez ao ano a consagração de cada membro ao Sagrado Coração de Jesus, o que será realizado sempre na festa do Sagrado Coração de Jesus. Todos os membros com salva exceção deverão fazer o voto de renovação da aliança neste dia simbolizado por uma aliança.

Os membros desta Comunidade serão tipicamente operários que defenderão com o suor de seus trabalhos o pão de cada dia conforme relata a Carta aos Tessalonicenses 4,9-12. Deverão todos da Comunidade jamais permitir que algum membro passe por necessidade, e comprometerem-se uns com os outros para que cada um tenha o necessário para viver.

Aqueles que se integram na Comunidade comprometem-se, também, a assumir a vocação e o carisma na vida profissional e em seu lar, na família ou por onde andarem.

Todo trabalho realizado pelos membros da Comunidade deverá ser voluntário, portanto ninguém poderá exigir salário, nem surtirá pelo trabalho prestado qualquer vínculo empregatício, devendo todos assinar documento de “voluntários” nos termos da lei número 9.608.

k.      Projeto comum de vida;

Enquanto Comunidade, os integrantes deverão manter sua vida profissional com exceção dos que optarem e forem aceitos pelo Conselho e Coordenação para viver absolutamente pela comunidade. Formaremos núcleos conforme a necessidade e os que morarem na Comunidade serão acolhidos nestes núcleos que se chamarão Javé-Chammá (Ez 48, 35b e Zc 8). Nosso projeto comum de vida é uma pertença através da Comunidade de Aliança. Nosso vínculo e comunhão se dará através sobre o prisma de uma família, onde cada uma cuidará do outro e manteremos nossos vínculos espirituais com a reza do terço diário, participação da missa na primeira sexta feira, a oração diária das Laudes, Vésperas e Completas, cientes de que “... é a voz da Igreja, ou de todo o Corpo Místico que louva a Deus publicamente...” (Sacrosanctum Concilium 99), uma reunião mensal de formação e participação ativa nos preceitos da Igreja.


2.      Preenchimento do questionário:

a)      Por que fundar uma Nova Comunidade?
Para esclarecer e explicar várias situações e circunstâncias que motivaram a fundação dessa Nova Comunidade, descreveremos e detalharemos o processo histórico da fundação da Comunidade Acolhimento Bom Pastor, contando da forma mais sucinta possível nossa história.
Entretanto, optamos por destacar preliminarmente alguns aspectos, objetivando enfatizar o seguinte:
a.1) A fundação da Comunidade Acolhimento Bom Pastor ocorreu em 24/11/2002, e sua fundação é fruto e decorrência de “formas renovadas de seguimento de Cristo (...) levando a novos contextos sociais o fascínio do encontro com o Senhor Jesus e a beleza da existência cristã vivida na sua integralidade”, que se configuram como “realidades fortemente dinâmicas, capazes de suscitar particular atração pelo Evangelho e de sugerir uma proposta de vida cristã tendencialmente global que abarca todos os aspetos da existência humana”.
Desta forma, a Comunidade de Acolhimento Bom Pastor caracteriza-se como um “agregar-se dos fiéis com uma forte partilha de vida, com a intenção de incrementar a vida de fé, esperança e caridade”, no qual podem participar “fiéis de estados de vida distintos”, e que exprime “uma peculiar forma de missão e de testemunho, com o objetivo de favorecer e desenvolver, quer uma consciência viva da própria vocação cristã, quer itinerários estáveis de formação cristã, quer ainda percursos de perfeição evangélica.”.
Neste contexto, deve-se ter clareza de que a Comunidade de Acolhimento Bom Pastor, como uma Nova Comunidade, tem motivações, características e configurações diferentes das “realidades associativas tradicionais, caracterizadas por propósitos particulares, bem como dos Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica”. Abaixo transcrevemos trecho de Documento da Congregação para a Doutrina da Fé, de 15 de maio de 2016, denominado “Carta Iuvenescit Ecclesia : sobre a relação entre dons hierárquicos e carismáticos para a vida e missão da Igreja”, do qual extraímos as expressões entre aspas utilizadas nos esclarecimentos acima.
(...) Ao valor e à riqueza de todas as realidades associativas tradicionais, caracterizadas por propósitos particulares, bem como dos Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica, juntam-se aquelas realidades mais recentes que podem ser descritas como agregações de fiéis, movimentos eclesiais e novas comunidades, (...). Estas não podem ser entendidas simplesmente como um associar-se voluntário de pessoas que desejam alcançar um objetivo particular de caráter religioso ou social. O caráter de «movimento» distingue-os dentro do panorama eclesial enquanto realidades fortemente dinâmicas, capazes de suscitar particular atração pelo Evangelho e de sugerir uma proposta de vida cristã tendencialmente global que abarca todos os aspetos da existência humana. O agregar-se dos fiéis com uma forte partilha de vida, com a intenção de incrementar a vida de fé, esperança e caridade, exprime bem a dinâmica eclesial como mistério de comunhão para a missão e manifesta-se como um sinal de unidade da Igreja em Cristo. Neste sentido, estas agregações eclesiais, com origem num carisma partilhado, tendem a ter como propósito «o fim apostólico geral da Igreja». Nesta perspetiva, agregações de fiéis, movimentos eclesiais e novas comunidades propõem formas renovadas de seguimento de Cristo, de modo a aprofundar a communio cum Deo e a communio fidelium, levando a novos contextos sociais o fascínio do encontro com o Senhor Jesus e a beleza da existência cristã vivida na sua integralidade. Nestas realidades, exprime-se também uma peculiar forma de missão e de testemunho, com o objetivo de favorecer e desenvolver, quer uma consciência viva da própria vocação cristã, quer itinerários estáveis de formação cristã, quer ainda percursos de perfeição evangélica. Podem participar nestas realidades agregativas, de acordo com os diversos carismas, fiéis de estados de vida distintos (leigos, ministros ordenados e pessoas consagradas), manifestando desta forma a pluriforme riqueza da comunhão eclesial. A forte capacidade agregativa destas realidades representa um testemunho significativo de como a Igreja não cresce «por proselitismo mas por “atração”» (...)

a.2) A Comunidade Acolhimento Bom Pastor foi fundada e há 16 anos vem atuando em decorrência do Cân. 215 e 216 do Código de Direito Canônico – CDC (abaixo transcritos).
Além de desenvolver atividades de caráter filantrópico, caritativo e humanitário na área de assistência social por meio da “Associação Acolhimento Bom Pastor”, uma associação civil formalmente constituída e que tem como associados e dirigentes os membros da “Comunidade”, a “Comunidade Acolhimento Bom Pastor” teve suas Regras de Vida aprovadas, em tempo de experiência de 5 anos, pelo então Bispo Diocesano Dom Amaury e vem atuando desde entãoespecialmente em bairros da periferia (no Bairro Novo Horizonte – antigo Varjão – onde fica nossa sede; atuaremos também em 2018, junto ao mais vulneráveis do Bairro Santa Gertrudes) realizando nosso  carisma do acolhimento” (“acolher é evangelizar, acolher é amar, acolher é formar”) e nossa “missão” que tem como “finalidade principal”: “acolher preferencialmente os excluídospois quando um filho que estava perdido encontra novamente com o Pai, ele impulsionado pela gratidão, acaba produzindo muitos frutos, não mede as conseqüências, pois “estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado” conforme Lucas Capítulo 15”. Esses aspectos, colocados entre aspas, constam em outros itens deste documento por nós elaborado.
Desta forma, conforme detalhado abaixo em “Nossa História”, temos concretamente, desde nossa fundação, “acolhido e amado pessoas que se sentiam desprezados pela sociedade e pela amada Igreja”, e vivenciando “que esta acolhida não seja apenas um trabalho de ONG, mas uma caminhada espiritual”, uma vez que “apesar de toda riqueza que nossa Diocese possui, a questão da miséria e da pobreza e da exclusão, ainda é um desafio a ser olhado e atendido com mais eficácia e amor sobre à luz da Doutrina Social da Igreja.”
Cân. 215 — Os fiéis podem livremente fundar e dirigir associações para fins de caridade ou de piedade, ou para fomentar a vocação cristã no mundo, e reunir- -se para prosseguirem em comum esses mesmos fins.
Cân. 216 — Todos os fiéis, uma vez que participam na missão da Igreja, têm o direito de, com a sua iniciativa, segundo o seu estado e condição, promover ou manter a acção apostólica; contudo, nenhuma iniciativa reivindique o nome de católica sem o consentimento da autoridade eclesiástica competente.

a.3) Em virtude de nossa concreta atuação como Comunidade, como “caminhada espiritual”,  na qual o “projeto comum de vida é uma pertença através da Comunidade de Aliança” e o “vínculo e comunhão se dará sobre o prisma de uma família onde cada um cuidará do outro e manteremos nossos vínculos espirituais com a reza do terço diário, participação da missa na primeira sexta feira, a oração diária das Laudes, Vésperas e Completas, (...), uma reunião mensal de formação e participação ativa nos preceitos da Igreja”, e considerando também o efetivo desenvolvimento de nosso “carisma do acolhimento” e de nossa “missão  de “acolher preferencialmente os excluídos, buscamos o RECONHECIMENTO CANÔNICO da COMUNIDADE ACOLHIMENTO BOM PASTOR (com a aprovação de seu Estatuto – em anexo – e decreto formal de concessão da personalidade) como uma ASSOCIAÇÃO PRIVADA DE FIÉIS DIOCESANA, nos termos dos Cân 298 a 311 (normas gerais das associações de fieis), Cân 321 a 326 (normas específicas das associações privadas de fieis) e Cân 327 a 329 (normas especiais para as associações de leigos). A seguir, resumimos seus conteúdo e  transcrevemos alguns deles:

NATUREZA, FINALIDADE E A  INTERVENÇÃO E CONTROLE DA AUTORIDADE ECLESIÁTICA EM UMA “ASSOCIAÇÃO PRIVADA DE FIÉIS”
ASSUNTO / INTERVENÇÃO / CONTROLE
CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO

FINALIDADE E NATUREZA
Cân. 298 e ss; Cân 321 e ss
INÍCIO DE EXISTÊNCIA (aprovação dos estatutos e decreto formal de concessão de personalidade)
Cân. 322 combinado com o Cân 312
DURANTE A EXISTÊNCIA (vigilância e governo)
Cân. 323 combinado com o Cân. 305
TÉRMINO DA EXISTÊNCIA (extinção)
Cân. 326


Cân. 298 — § 1. Na Igreja existem associações, distintas dos institutos de vida consagrada e das sociedades de vida apostólica, nas quais os fiéis, clérigos ou leigos, ou conjuntamente clérigos e leigos, se empenham, mediante esforço comum, para fomentar uma vida mais perfeita, ou para promover o culto público ou a doutrina cristã, ou para outras obras de apostolado, isto é, iniciativas de evangelização, exercício de obras de piedade ou caridade, e animação da ordem temporal com o espírito cristão.
§ 2. Os fiéis dêem seu nome principalmente às associações que tenham sido erigidas, louvadas ou recomendadas pela competente autoridade eclesiástica.
Cân. 299 — § 1. Por acordo privado,  os fiéis tem o direito de constituir associações, para obtenção dos fins mencionados no cân. 298, § 1, salva a prescrição do cân. 30l, § 1.
§ 2. Essas associações, mesmos se louvadas ou recomendadas pela autoridade eclesiástica, denominam-se associações privadas.
§ 3. Nenhuma associação privada de fieis é reconhecida na Igreja, a não ser seus estatutos sejam revisados pela autoridade competente.
Cân. 300 — Nenhuma associação assuma o nome de “católica”, sem o consentimento da autoridade eclesiástica competente, de acordo com o cân. 312.
Cân. 301 — § 1. Cabe unicamente à autoridade eclesiástica competente erigir associações de fiéis que se proponham ensinar a doutrina cristã em nome da Igreja ou promover o culto público, ou as que se proponham outros fins, cuja obtenção está reservada, por sua natureza, à mesma autoridade eclesiástica.
§ 2. A autoridade eclesiástica competente, se o julgar oportuno, pode  erigir associações de fiéis também para obtenção direta ou indireta de outras finalidades espirituais, cuja consecução não se tiver assegurado suficientemente com iniciativa dos particulares.
§ 3. As associações de fiéis erigidas pela autoridade eclesiástica competente denominam-se associações públicas.
(...)
_______________________________________________________________________________________

Cân. 321 — Os fiéis, segundo as prescrições dos estatutos, dirigem e governam as associações privadas.
Cân. 322 — § 1. Uma associação privada de fiéis pode adquirir personalidade jurídica mediante decreto formal da autoridade eclesiástica competente, mencionada no cân. 312.
§ 2. Nenhuma associação particular de fiéis pode adquirir personalidade jurídica, se seus estatutos não tiverem sido aprovados pela autoridade eclesiástica mencionada no cân. 312, § 1; a aprovação dos estatutos, porém, não muda a natureza privada da associação.
Cân. 323 — § 1. Embora as associações privadas de fiéis gozem de autonomia, de acordo com o cân. 321, estão sujeitas à vigilância da autoridade eclesiástica, de acordo com o cân. 305, bem como ao governo dessa autoridade.
§ 2. Compete também à autoridade eclesiástica, respeitada a autonomia própria das associações privadas, vigiar e cuidar que se evite a dispersão de forças e que o exercício do seu apostolado se ordene para o bem comum.
(...)
_______________________________________________________________________________________
Cân. 327 — Os fiéis leigos tenham em grande apreço as associações constituídas para as finalidades espirituais mencionadas no cân. 298, particularmente as que  se propõem animar de espírito cristão as realidades temporais e, desse modo fomentam grandemente a união íntima entre a fé e a vida.
Cân. 328 — Os que presidem às associações de leigos, mesmo as erigidas em virtude de privilégio apostólico, cuidem que suas associações,  onde for conveniente, colaborem  com outras associações de fiéis e ajudem de bom grado a diversas obras cristãs, principalmente as existentes no mesmo território.
Cân. 329 — Os moderadores de associações de leigos cuidem que os membros sejam formados devidamente para o exercício do apostolado próprio dos leigos.

a.4) Com a manutenção da associação civil já formalmente constituída (“Associação Acolhimento Bom Pastor”) de caráter filantrópico, caritativo e humanitário e com atuação na área de assistência social, após a aprovação do Estatuto Canônico e o decreto formal de concessão da personalidade canônica da “Comunidade Acolhimento Bom Pastor”será providenciado a constituição civil dessa Comunidade, com natureza jurídica de “organização religiosa” ou “associação religiosa” (nos termos dos artigos 44 e seguintes do Código Civil – CC), mediante o Assembleia de Constituição e registro de seus atos constitutivos, inclusive o Estatuto Social, no Cartório (Oficial) de Registro de Pessoas Jurídicas competente. Em síntese, conforme consta em seu Estatuto canônico, essa ASSOCIAÇÃO PRIVADA DE FIEIS DIOCESANA tem a seguinte finalidade:
Art. 2º - A Comunidade Acolhimento Bom Pastor, na qual seus membros se empenham, mediante esforço comum, para fomentar uma vida mais perfeita e para promover outras obras de apostolado, isto é, iniciativas de evangelização, exercício de obras de piedade ou caridade, e animação da ordem temporal com o espírito cristão, tem por carisma o Acolhimento e as seguintes finalidades:
I – anúncio da mensagem cristã, à luz da fé e moral Católica, em sintonia com o Magistério Oficial da Igreja;
II – denunciar todo tipo de exclusão social, à luz da Doutrina Social da Igreja Católica Apostólica Romana;
III – elaborar e promover obras sociais e de caridade visando os excluídos da sociedade;
IV – formação permanente de seus membros.

Parágrafo único - As obras sociais e de caridade serão realizadas prioritariamente por meio de apoio humano, profissional, material e financeiro prestado pela Comunidade Acolhimento Bom Pastor e/ou  por seus membros à Associação Acolhimento Bom Pastor ou à outras organizações da sociedade civil fundadas e dirigidas pelos membros da Comunidade.

a.5) NOSSA HISTÓRIA – Inspiração
Gilberto Ângelo Begiato
Fundador da Comunidade Acolhimento Bom Pastor

A Palavra
Tudo começou com a palavra de Deus tirado de Ezequiel 47, onde através desta palavra Deus nos chamou a mergulharmos em águas mais profundas, quando li esta passagem o meu interior se encheu de uma profunda vontade de se atirar em Deus e viver de forma ousada sua Palavra. Foi numa oração de madrugada onde senti no coração a voz de Deus que me pediu para abrir as Sagradas Escrituras. Ao abrir a Bíblia nesta passagem, algo muito forte aconteceu em meu interior. Tive que ler diversas vezes para entender o que Deus estava querendo demonstrar através desta passagem. Sentia uma voz interior muito forte dizendo: “profeta, mergulha em águas mais profundas”. Isto aconteceu no ano de 2001 (não me recordo o mês). Só após alguns anos tive o entendimento que esta palavra estava em consonância com o apelo do Papa João Paulo II através do CARTA APOSTÓLICA NOVO MILLENNIO INEUNTE no qual o papa apela para que a igreja mergulhe em águas mais profundas « fazer-se ao largo » para a pesca: « Duc in altum » (Lc 5,4). Pedro e os primeiros companheiros confiaram na palavra de Cristo e lançaram as redes. « Assim fizeram e apanharam uma grande quantidade de peixe » (Lc 5,6). Por diversos dias e insistentemente ouvia esta voz interior me ordenando ler esta passagem. Daí pra frente, Deus foi falando mais profundamente em meu coração, foi quando às quatro horas da manhã em minha oração pessoal pedi a Deus que conduzisse meu chamado a este pedido de mergulhar para as águas mais profundas e começasse pelo meu trabalho. Explico melhor, eu tinha uma padaria e trabalhava de segunda a segunda-feira sem descanso (o que explica minhas orações de madrugadas), então disse a Deus que se Ele quisesse mesmo que eu atirasse em águas profundas que colocasse a mão em meu trabalho e me levasse para outros caminhos, onde pudesse viver seu novo chamado em minha vida. Neste período estava construindo minha casa, onde moro hoje, e só tinha um desejo em meu coração, que após mais de vinte anos à frente do Movimento Carismático, fui um dos pioneiros deste movimento na Diocese, e coordenando um grupo que contava com mais de mil pessoas, Grupo Oração Bom Pastor II, eu só queria me afastar de tudo e como dizia “encostar meu burrinho na sombra”. Mas esta palavra me fez reavivar novamente em mim um ardor missionário muito grande. Uma alegria enorme me envolveu e um desejo de responder ao apelo de Deus. Mas não conseguia entender que apelo era este. Tinha certeza que não era em uma paróquia ou mesmo no Movimento Carismático. Era um apelo Novo para algo Novo. Entre algumas orações que pedia discernimento para Deus, eu ouvi uma voz interior que me dizia que meu irmão mais novo (era sócio comigo na padaria), pedindo para que vendêssemos a padaria, inclusive vi que ele estaria em pé diante do balcão fazendo esta sugestão. O que ocorreu alguns meses depois e naquela posição e no mesmo lugar que vi em frente do balcão. Eu havia acabado de construir minha casa e eu e minha família iríamos nos mudar. Neste tempo também em minhas orações ouvia Deus falar em meu interior se eu O amava mais que o povo do Grupo de Oração (eu amava muito aquele povo e era apegado a eles), então Ele me dizia para renunciar aquela missão, pois tinha algo novo em minha vida. Esta oração foi confirmada por uma senhora intercessora Dona Dirce que gostava muito de mim e sempre dizia para não abandonar o grupo, mas um dia ao rezar comigo ela virou e disse: “Filho, Deus me mostrou que chegou a hora de sua partida, que deve obedecer sua vontade”. Comecei a orar ainda mais com intensidade e perguntar a Deus o que Ele realmente queria e então com muito sacrifício fui compreendendo que meu amor por Deus, antes deste chamado, estava esfriando e chegando bem próximo ao desânimo espiritual, enquanto isto, a palavra de Ezequiel 47 continuava queimando meu interior e incomodando meus pensamentos, sentia de Deus que a todo tempo me mandando mergulhar e não só molhar os tornozelos apenas, mas comprometer de corpo e alma na missão, ou seja, entrar na água e molhar por inteiro. Um mergulho em águas mais profundas. Fiquei junto com alguns casais discernindo o que Deus queria ou como queria que respondêssemos a este mergulho na fé, nos reuníamos e orávamos, pedindo que se esclarecesse a vontade de Deus.

Por onde e como começar?
Percebemos que seria necessário abrirmos uma Associação e fundarmos uma Comunidade; tentamos de toda forma começar este Projeto de Deus em nossos corações. Participávamos do Grupo de Oração e amávamos muito o povo ali presente e com isso gostaríamos de carregar todos junto conosco, o Grupo de Oração contava com a presença de mais de 700 pessoas e cento e cinquenta líderes, porém não deu certo, nem todo mundo ali presente entendia o que significava abrir uma Comunidade. Sei que o chamado de Deus estava claro para nós, mas como responder a este chamado? E que este chamado era pessoal e não a todo Grupo.  Deus através de outras passagens da bíblia foi esclarecendo qual caminho e atitude tomar.  Palavra de Lucas Capítulo 14 versículos 15 a 23, nos deixava bem claro que deveríamos buscar todos os que estão nas encruzilhadas da vida, buscar os marginalizados e excluídos da sociedade.

Encontro com Cristo Crucificado
Neste tempo ouvi o conselho de muitas pessoas, mas principalmente Deus foi esclarecendo as coisas, até que um dia tive uma experiência maravilhosa com Deus em dois momentos de oração distintos antes de começar o Grupo de Oração Bom Pastor: Cheguei ao Grupo de Oração (quinta à noite) e me coloquei em oração, fechei os olhos e comecei a orar, foi quando de repente fui conduzido por Deus a um momento forte de oração onde não ouvia mais o som da música e fui conduzido a um lugar escuro, onde apareceram diante de mim dois olhos verdes e delicados, parecendo femininos que me olhavam fixamente enquanto em meios aos dois olhos surgiu uma cruz que veio em minha direção, quando bem próximo de mim, ao me alcançar, a cruz entrou em minha vida e os olhos sumiram diante de mim, e eu voltei em si, ouvi as músicas novamente tocarem, foi questão de minutos. Fiquei muito incomodado com esta experiência, não bastasse a palavra de Ezequiel 47 que não saia da minha mente e do meu coração, agora era esta experiência que me fazia refletir o que Deus me estava pedindo. Fiquei profundamente chateado comigo mesmo por não perguntar quem era? Passado aproximadamente mais de um mês, estava eu novamente na igreja no início do Grupo de Oração e novamente fui levado a uma profunda experiência parecida com a anterior, só que desta vez o que me pareceu foram dois olhos que transmitiam um profundo sofrimento, uma dor como nunca vi em minha vida nos olhos de alguém, aqueles olhos transmitiam um sofrimento tão grande que eu tive medo de olhar para eles, porém uma força maior não permitiu que eu desviasse meu olhar dos seus olhos, desta vez tive a coragem de perguntar “Quem és tu?” Quando fiz esta pergunta os dois olhos foi se afastando de mim e mostrando a parte de cima da cabeça e certifiquei então que havia uma coroa de espinhos e o sangue derramou pelo rosto até que sumiu diante de mim. Foi uma experiência única e apesar de meus pais serem muitos religiosos e eu caminhar toda minha vida na igreja, nunca havia tido uma experiência tão forte e profunda como esta. Como poderia haver tanta dor em um olhar só? Eu vi naqueles olhos um Deus próximo aos marginalizados e excluídos da sociedade, um apelo para eu ir ao encontro deles. Um desejo de ver Cristo naqueles que a sociedade mais despreza. Com todo respeito, mas preciso ser sincero e verdadeiro com a igreja, um apelo para ir ao encontro dos que a Igreja abandonou. Ao ler o documento CARTA APOSTÓLICA NOVO MILLENNIO INEUNTE DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II, me pergunto se esta experiência não vem de encontro ao apelo do Papa quando afirma:
II
UM ROSTO A CONTEMPLAR
16. « Queríamos ver a Jesus » (Jo 12,21). Este pedido, feito ao apóstolo Filipe por alguns gregos que tinham ido em peregrinação a Jerusalém por ocasião da Páscoa, ecoou espiritualmente também aos nossos ouvidos ao longo deste ano jubilar. Como aqueles peregrinos de há dois mil anos os homens do nosso tempo, talvez sem se darem conta, pedem aos crentes de hoje não só que lhes « falem » de Cristo, mas também que de certa forma lh'O façam « ver ». E não é porventura a missão da Igreja reflectir a luz de Cristo em cada época da história, e por conseguinte fazer resplandecer o seu rosto também diante das gerações do novo milénio?
Mas, o nosso testemunho seria excessivamente pobre, se não fôssemos primeiro contemplativos do seu rosto; por certo o Grande Jubileu ajudou-nos a sê-lo mais profundamente. Concluído o Jubileu, ao retomarmos o caminho de sempre, conservando na alma a riqueza das experiências vividas neste período muito especial, o olhar permanece mais intensamente fixo no rosto do Senhor.

Rosto doloroso
25. E assim a nossa contemplação do rosto de Cristo trouxe-nos até ao aspecto mais paradoxal do seu mistério, que se manifesta na hora extrema — a hora da Cruz. Mistério no mistério, diante do qual o ser humano pode apenas prostrar-se em adoração.

Tomada de Consciência e Missão

Voltei em si e me lembro de que no final deste Grupo de Oração uma senhora, a Cida, se aproximou de mim com um presente em suas mãos e me presenteou, quando abri o pacote, certifiquei que era uma camiseta com dois olhos desenhados e escrito “Olhos firmes em Deus”. Compreendi que o chamado de Deus em minha vida iria trazer muito sofrimento e muita dor, por isso a cruz que saiu entre os olhos de Maria (primeira experiência) e os olhos sofridos de Jesus (segunda experiência) que apareceram pra mim. Vi a dor dos marginalizados, excluídos, dos que sofrem no olhar de Cristo. E vi também minha dor pessoal, que este chamado iria trazer para mim, com a cruz que saiu entre os olhos de Maria na minha primeira experiência. Não sei explicar o que aconteceu neste dia, nunca tive esta experiência antes, e me considero muito frio e calculista e até bem racional em relação à fé. Só sei que esta experiência juntamente com a palavra Ezequiel 47 não me deixou sossegado apesar de sentir muita paz.

Queremos acolher os irmãos marginalizados com o amor de Cristo em obediência à Igreja que sempre amei e fui fiel.  Escrevi a Regra de Vida da Comunidade e levei ao Dom Amaury, então bispo Diocesano naquela época, que aprovou e nos deu a sua benção e a benção da Igreja e começamos a viver como Comunidade. Dom Amaury revisou toda a Regra de Vida e aprovou a mesma em tempo de Experiência por cinco anos, disse ele. Quero lembrar que a Comunidade possui 16 anos de existência e que aguardamos com humildade e aceitação da Igreja Particular de Jundiaí uma resposta. Quero ser sincero também em dizer, pois meus pais sempre me educaram dizer sempre a verdade, que independente da decisão da Igreja, eu estou tranquilo comigo mesmo por ter sido obediente até este momento a Deus e a Igreja. Estou tranquilo e sei o que Deus me pediu, apesar de nem sempre estar esclarecido de sua vontade, aprendi que Deus está à frente e que a obra é dEle. Que minha decisão foi tomada e que me resta agora aceitar o discernimento da Igreja em relação a esta decisão. Eu não tenho dúvida alguma deste chamado. Sei que é algo novo e que estamos atuando e agindo onde a Igreja não está presente. Temos acolhido e amado pessoas que se sentiam desprezados pela sociedade e pela amada Igreja. Pessoas, que na verdade sem iniciativa de procurar ou como procurar a Igreja.
O que mais desejamos é viver o amor de Deus a todos, sem interesse algum pessoal, a não ser viver o Reino de Deus. Todos nossos eventos, livros, cds e doações que recebemos destinamos para acolher os mais desfavorecidos em consonância com o apelo do papa Francisco, sendo uma Comunidade Pobre para os pobres. Pedimos humildemente ao Bom Deus e a Igreja de Cristo que nos deixe acolher todos os marginalizados e os que se sentem separados por algum motivo na sociedade. Que esta acolhida não seja apenas um trabalho de ONG, mas uma caminhada espiritual. Apesar de toda riqueza que nossa Diocese possui, a questão da miséria e da pobreza e da exclusão, ainda é um desafio a ser olhado e atendido com mais eficácia e amor sobre à luz da Doutrina Social da Igreja. O que nos dificulta e muito encontrar às vezes um sacerdote que possa nos orientar como diretor espiritual. Hoje temos a alegria de ter Padre Samuel como este diretor que tem acompanhado nossos passos e nos orientado espiritualmente. Eu não pedi para que este chamado viesse acompanhado destes sinais visíveis, que podem ser bom para minha certeza interior, mas também pode ser julgados como um excesso de iluminismo por aqueles que nos julgará. Mas conforme afirmei acima, meus pais me ensinaram dizer sempre a verdade, as pessoas que me são próximas sabem da minha autenticidade e me conhecem bem sobre minha sinceridade, afirmo que estas foram as manifestações de Deus em minha vida neste chamado a viver uma novidade dentro de uma Igreja que amo muito e cujo espírito é renovado e atualizado. Se elas são autênticas, não cabe a mim julgar, até porque não carrego dúvidas a respeito desta experiência e nem pretensão de querer saber mais que a Igreja de Jesus Cristo que deverá julgar livremente estes relatos. Não me acho melhor que ninguém, apenas me vejo, em um chamado que ao invés de ser orgulho é uma entrega e renúncia constante de vida. Seria muito mais cômodo para eu colocar “meu burrinho na sombra” e viver minha vida com minha esposa e filhas (era o que mais eu desejava antes desta experiência). Mas eu sei o que Deus me pediu e o quanto é difícil não fazer sua vontade. Entendo também o que este sopro representa para Igreja, e os temores que esta Igreja possui e até a tentação de querer ficar na zona de conforto diante de algo novo que Deus está fazendo. Mas espero que a Igreja não decida por caminhos “seguros e limpos”, mas que entenda que o amor de Deus precisa chegar a todos os seus filhos, preferencialmente onde estes caminhos tem lamaçal e são perigosos. Desejo que as Novas Comunidades possam ser conduzidas, orientadas a fazer a vontade de Deus, sem serem desfiguradas ou equiparadas com o que já existe. Da minha parte estarei obediente a qualquer decisão da Igreja como estive nos meus cinquenta e dois anos de vida, pois sei que é melhor errar com a Igreja do que sozinho, ou acertar com a Igreja do que sozinho. Tenho consciência, que as Novas Comunidades precisam ter uma referência na Diocese, precisam ter um norte, uma referência do que é realmente uma Nova Comunidade, a fim de não distorcer a vontade de Deus. Que Deus ilumine a Igreja Particular de Jundiaí para que decida com sabedoria e discernimento. Amém.

b)      Os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólicas já existentes na Igreja não são suficientes para responder aos desafios atuais da evangelização no mundo?
Conforme indicamos e fundamentamos, com base no Documento da Congregação para a Doutrina da Fé denominado “Carta Iuvenescit Ecclesia : sobre a relação entre dons hierárquicos e carismáticos para a vida e missão da Igreja”, e no Código de Direito Canônico, exemplificativamente pelo Cân. 298, a Comunidade de Acolhimento Bom Pastor, como uma Nova Comunidade, ao ser reconhecida com Associação Privada de Fiéis Diocesana, tem motivações, características e configurações diferentes dos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica que, diga-se, têm tratamento canônico específico.

c)       Quais são os requisitos para ingressar na Comunidade?

ü  Sintonizar com o carisma e a missão da Comunidade Bom Pastor e colaborar com sua missão;
ü  Ter disponibilidade para viver o espírito da Comunidade Bom Pastor
ü  Participar das etapas de formação da Comunidade;
ü  Ter idade e maturidade suficiente
ü  Ser aceito pela Comunidade e pelas Autoridades Constituídas.
ü  A definição de um membro da Comunidade Bom Pastor é aquele cristão que, animado pelo carisma da fundação, assume um compromisso efetivo com a missão da Comunidade, professa publicamente a fé católica em comunhão plena com a doutrina católica no cumprimento do mandato de Cristo, sempre em sintonia com o Magistério Oficial da Igreja.


d)      Qual estado civil dos membros da comunidade?
ü  Na Organização da Comunidade Bom Pastor, se envolvem jovens e adultos; casados e solteiros, idosos e crianças, nas diversas formas de acolhimento tornamo-nos uma Comunidade mista, onde todos são integrantes da mesma família conforme o livro de Zacarias no capítulo oito(8).

e)      Como acontece a formação Cristã?
Temos um tripé de formação alicerçado na Sagrada Escritura, Tradição e Magistério da Igreja Católica
Nosso programa de formação se baseia em:
ü  Um período inicial para os primeiros contatos e informações;
ü  Um período de formação inicial, com uma fase de iniciação chamado de vocacionado;
ü  Um período de aprofundamento chamado de Discipulado;
ü  E após os períodos anteriores, o membro migra para uma Formação permanente denominada de Ágape.

Nosso conteúdo de formação compreende a:
ü  Viver em Comunidade;
ü  Formação Teológica e Bíblica;
ü  Formação humana e espiritual;
ü  Conhecimento do carisma, da missão e da história da Comunidade Bom Pastor;
ü  Preparação para a vida apostólica;
ü  Terço diário (consideramos a oração diária do terço como fonte de formação espiritual;
ü  Participação da missa toda primeira sexta do mês;
ü  Partilha do dízimo;
ü  Cumprimento dos preceitos católicos.

No processo de formação são usadas diversas formas e meios, como:
ü  Reuniões quinzenais; (Toda 1.a sexta-feira com Ágape e 3.o domingo de cada mês formação);
ü  Encontros periódicos e Retiros; (Retiro anual de 3 dias, iniciando na festa litúrgica da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus);
ü  Estudos pessoais e leituras;
ü  Cursos bíblicos e teológicos;
ü  Correção Fraterna e Formação Humana;

O período mínimo de formação até o membro ingressar na etapa do Ágape é definido conforme abaixo:

ü  Kerigma (Fase de apresentação da comunidade – Retiro de novos membros)
ü  Vida em comunidade (Livro Comunidade Lugar festa e perdão – 2 anos)
ü  Antigo Testamento  - 1 ano
ü  Novo Testamento - 1 ano
ü  Credo - 2 anos
ü  Regra de Vida; Formação atualizada da igreja  -  Permanente

Esse contéudo é distribuído nas etapas de formação da seguinte forma:

ü  Primeiros contatos e informações – Kerigma - Retiro de 3 dias
ü  Etapa do Vocacionado – Vida em Comunidade – 2 anos
ü  Etapa do Discipulado – Bíblia(Antigo testamento 1 ano ; Novo testamento 1 ano) e Credo 2 anos – 4 anos
ü  Etapa do Ágape – Regra de vida da Comunidade Bom Pastor e Formações atualizadas da igreja – Permanente*
*Formações atualizadas da igreja compreendem: Cartas do Papa, Documentos, Encíclicas, Doutrina Social da Igreja e toda e qualquer outra fonte publicada pela CNBB ou Entidade Católica e/ou direcionada para estudos pela Diocese ou pela coordenação Diocesana das Novas Comunidades.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma característica predominante em nossa caminhada, expressaremos esta devoção participando fielmente, toda primeira sexta-feira do mês, da Eucaristia, renovando nossa missão comunitária, lembrando o quanto Deus nos ama.

O compromisso do membro com a Comunidade deverá ser renovado a cada ano, na festa Litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, sendo convidado a um tempo de reflexão distante da Comunidade quando este estiver em desobediência a esta Constituição ou a autoridade legítima da Comunidade. Esta decisão deverá ser tomada sempre pela Coordenação.        Todos os membros com salva exceção deverão fazer o voto de renovação da aliança neste dia do Sagrado Coração de Jesus em Missa Solene realizada na abertura do retiro e receberão o simbolizo de uma aliança e assinarão termo de compromisso que após ser lido em voz alta  diante do Diretor Espiritual designado pela Diocese para acompanhamento da Comunidade, será também assinado pelo Diretor Espiritual e pelo membro da comunidade. Além das participação cronológica nas etapas de formação os membros devem participar litúrgica e fraternalmente das festas abaixo:

Festa da Páscoa;  Comemoraremos a festa das festas em Comunidade.
Festa do Bom Pastor; Comemoraremos a fonte e origem de nossa missão e renovaremos                    nossa obediência a  o Magistério da Igreja.
Festa do Sagrado Coração de Jesus; Comemoraremos o dia em que oficializamos perante o Santíssimo Sacramento a nossa vocação. Neste dia faremos a renovação da aliança de todos os membros da Comunidade.
Festa do Cristo, Rei do Universo; Comemoraremos o nascimento da Comunidade.

f)       Quais são os serviços realizados pela Comunidade?
A Comunidade Bom Pastor realiza através do seu carisma a evangelização levando a Palavra de Deus, a mensagem católica através da evangelização e formação nos diversos movimentos e pastorais da Igreja. Ações de evangelização e\ou de despertar de consciência social(de acordo com a Doutrina Social da Igreja), serviços solicitados por paróquias, Dioceses, grupos de evangelização, escolas, entidades públicas ou privadas (asilos, casas transitórias, faculdades, etc). Fazemos isso através de palestras, apresentações artísticas, publicação de livros e cds, mobilizações públicas e publicações em mídias sociais. Através do canto, pregação, formação aos jovens, casais, equipes e movimentos na Diocese e fora dela por onde Deus nos enviar. Sempre com uma característica própria acolhemos a todos. Em consonância com nossa regra de vida onde diz que na Comunidade Bom Pastor, seus integrantes deixar-se-ão guiar pelo Divino Espírito Santo, para experimentarem em suas vidas a união de Cristo com a Igreja, no máximo respeito aos direitos naturais do (a) cônjuge e dos filhos. Viverão na própria habitação ou nas casas da Comunidade e compartilharão com a Comunidade através da doação radical ao Evangelho de Cristo com profundo empenho na vida missionária e em unidade com a Coordenação da Comunidade. Aqueles que se integram na Comunidade comprometem-se, também, a assumir a vocação e o carisma na vida profissional e em seu lar, na família ou por onde andarem. Todo trabalho realizado pelos membros da Comunidade deverá ser voluntário, portanto ninguém poderá exigir salário, nem surtirá pelo trabalho prestado qualquer vínculo empregatício, devendo todos assinar documento de “voluntários” nos termos da lei número 9.608.
               
A Comunidade Bom Pastor, através da Entidade Civil Associação Acolhimento Bom Pastor realiza também um trabalho Social inseridos em bairros com enorme vulnerabilidade Social acolhendo as famílias (detalhamento na questão seguinte).

               
g)      Como se dá o trabalho com os mais pobres?
                A finalidade principal da Comunidade Bom Pastor é acolher preferencialmente os excluídos, pois quando um filho que estava perdido encontra novamente com o Pai, ele impulsionado pela gratidão, acaba produzindo muitos frutos, não mede as conseqüências, pois “estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado” conforme o evangelho de Lucas Capítulo 15.
                Queremos viver esta experiência de Deus em comunidade, para tanto pedimos ao Senhor que nos ensine esta experiência vivendo a caridade fraternal entre nós conforme a carta aos Romanos 12, 9 – 21 e Atos dos  Apóstolos 2, 42 a 47.
                “A pessoa é o primeiro caminho, e o caminho fundamental da Igreja” (João Paulo II – Encíclica Redemptor  Hominis, nº 14).
                Devemos levar Cristo Pastor aos nossos irmãos excluídos e marginalizados da sociedade, colaborando para que todos tenham vida e vida em abundância conforme relata o evangelista São João capítulo 10.
                A Doutrina Social da Igreja será uma das nossas fonte de informação e formação.
                Como resposta ao olhar para o mais pobre a Comunidade Bom Pastor criou a Associação de Acolhimento Bom Pastor, uma associação civil, sem fins lucrativos, sob registro CNPJ 04.115.907/0001-57, com sede na Cidade de Jundiai, no bairro Novo Horizonte (Varjão I, II e III), – bairro com alto índice de população em condições de vulnerabilidade social – e realiza uma diversidade de trabalhos e atividades em prol da  população da comunidade local e das imediações, estendendo também nossa área de atuação ao Bairro  Santa Gertrudes especificamente no local denominado “área verde”, que também reúne grande população  em condição de vulnerabilidade social.
                A Associação Acolhimento Bom Pastor, fundada em 2000, oferece serviços e desenvolve ações de caráter absolutamente gratuitos que visam à melhoria da qualidade de vida, individual e da família e do meio ambiente local. Tem entre suas principais finalidades a proteção à família, à infância, à maternidade, à adolescência e à velhice. Desenvolve trabalhos socioeducativos com o público em situação de  vulnerabilidade social, promove a capacitação e a integração no mercado de trabalho, oferece acompanhamento familiar com assistência alimentar e de organização e higiene do lar, orientação  psicológica e  acesso a atividades recreativas e lúdicas, conforme o público alvo.
                Atualmente oferece em seu espaço oficinas direcionadas a todas faixas etárias e áreas de atuação, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos da região. Em paralelo, são desenvolvidas as mesmas atividades para  as crianças pertencentes às famílias atendidas pela associação, além da oferta de atividades com enfoque     lúdico visando à convivência e fortalecimento de vínculo.
Possui atualmente 15 (quinze) oficinas voluntárias oferecidas aos diferentes públicos que frequentam a   Associação, sendo elas: Teclado, Karatê, Ballet, Violão, Feltro, Teatro, Pintura, Artes, Informática, Cinema, Dança Passo a Passo Dance Fitness, Dança Hip Hop, Panificação, Inglês, Logística e Mecânica Industrial, com uma média de 1.300 atendimentos mensais contínuos, alcançando um contingente médio de 300 pessoas     por mês. Durante o ano, realiza ações, eventos e campanhas que tem por objetivo arrecadar fundos para  sempre ampliar e qualificar o atendimento, buscando parcerias com órgãos públicos e privados.
A Associação está localizada no bairro Jardim Novo Horizonte (Varjão I, II e III), na região do Vetor Oeste, em uma das áreas de maior vulnerabilidade social do município, com uma população de aproximadamente  42 mil habitantes.
                A Associação de Acolhimento Bom Pastor tem sua diretoria composta 100% por membros da Comunidade  Bom Pastor, inclusive seu Presidente e membros voluntários e funcionários atuando diariamente nos serviços oferecidos.

h)      Há integração com a pastoral paroquial e diocesana?
                Sim, interagimos com a paróquia onde fica localizado nossa Sede (Paróquia São José – Almerinda Chaves),  apoiando em ações paroquiais locais e responsáveis pela liturgia eucarística de toda 1ª sexta feira do mês e   todo 3.o domingo do mês.
                Além disso, interagimos com tantas e quantas paróquias  solicitarem nosso apoio através de atividades de evangelização como retiros, encontros de formação, semanas de oração, sensibilizações de acordo com temas solicitados e quaisquer outras formas de atuação solicitadas.
                Na abrangência de integração Diocesana, além de termos membros inserida nos cursos de formação promovida pela Cúria, como Teologia e Filosofia, temos constante integração com a Cáritas com foco na  atuação do trabalho social realizado através da Associação de Acolhimento Bom Pastor, além de membros   da Comunidade que atuam como voluntários e\ou prestadores de serviço na Cúria Diocesana.

i)        A Nova Comunidade está aberta ao diálogo aos outros?
Sim, como mencionado acima por termos como carisma o acolhimento, temos o desafio e a graça de acolher os diversos movimentos e segmentos em sintonia e respeito a todos e suas respectivas diferenças. Pregamos na pastoral de jovens, equipes de casais, diversas pastorais, grupos de catequese, formação Diocesana, etc
Em relação ao local da nossa Casa, temos um trabalho de integração com as famílias que moram ao redor e com a paróquia. Enfatizamos que nossa espiritualidade não está atrelada a nenhum movimento eclesial. 

j)        Qual a origem dos recursos financeiros para a manutenção da Comunidade?
                Nossa subsistência dependerá do dízimo dos membros, de doações espontâneas, de recursos arrecadados   com a comercialização de produtos produzidos pela própria comunidade (artesanatos, artigos religiosos,     livros, cds, etc) e eventualmente de eventos realizados para captação de recursos como almoços e outros          eventos realizados de acordo com necessidades especificas.

k)      Existem vínculos com alguma Instituição Católica?
Sim. Temos um trabalho em conjunto com a Casa de Nazaré, um abrigo que acolhe crianças que foram tiradas de suas famílias, através de ação judicial. Nós apadrinhamos estas crianças. Um fato interessante a ser descrito aqui para entender ou corroborar sobre a importância das Novas Comunidades é o relato da Coordenadora Cida, sobre o esforço do Fundador da Casa de Nazaré, padre Venilton, o qual na época da fundação da Casa tentou através de visitas e avisos em todas as paróquias da Diocese em Jundiaí, conscientizar famílias para apadrinhar as crianças da Casa de Nazaré (era um desejo dele que todas as crianças fossem apadrinhadas), não deixando nenhuma sem apadrinhamento, para que entre tantas coisas, além do aconselhamento, também não passarem sozinhas na Casa nos dias de Festa, como por exemplo, o Natal. Imagine o tamanho da Diocese e quantos fiéis ouviram estes apelos nas missas, o que acabou não se concretizando por falta de acolhimento dos que ouviram este apelo nas missas. A Comunidade Bom Pastor ao ouvir este apelo da Coordenadora da Casa de Nazaré, realizou o curso de Apadrinhamento no Fórum, e apadrinharam todas as crianças; hoje a Casa de Nazaré tem todas as suas crianças apadrinhadas. Além de apadrinhar, também damos formação aos jovens da Casa, promovendo também a formação desses adolescentes, que livremente quiserem, para receberem os sacramentos do batismo, 1.a eucaristia e crisma. Estamos acolhendo também os que completam dezoito anos, pois precisam sair do abrigo, em nossos lares. Friso que somos apenas cinquenta membros. Lembro que as Novas Comunidades são um sopro do Espírito na Igreja para algo novo, estar onde a Igreja não consegue chegar ou realizar. Que espírito é este que move uma comunidade de cinquenta membros realizar um apelo de Deus na voz destas crianças que a Comunidade toda da Diocese não conseguiu acolher? Que espírito é este que faz de uma comunidade pequena e pobre acolher mais de trezentas pessoas em seus trabalhos de cidadania e social? Onde estão os ecos de apelos do Papa Francisco pedindo um igreja pobre aos pobres? Os estão os evangelizadores que carregam uma vida e discurso de libertação e opção preferencial aos pobres e excluídos?  

l)        Existem vínculos com alguma Instituição Não Católica?


Temos uma comunhão e trabalho através do Grupo Acolher com o Pastor Paulo cuja missão é acolher irmãos de diversos credos para partilha da vida, oração e palavra. Reunimo-nos também periodicamente em pregações e trabalhos sociais. Temos um projeto em parceria chamado Alpha de evangelização aos jovens.

































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